É isso mesmo: o maior escritor brasileiro também apareceu na nossa oficina! Apesar de se tratar de um texto um pouco mais complexo, o grupo atendeu a proposta dessa aula e soube interpretar muito bem o conto em questão: A carteira.
Para motivar um conto com esse título, nada melhor do que ter em mãos uma carteira de verdade, não é? Foi pensando nisso que cada dupla de alunas pode manusear uma carteira diferente, esquadrinhando seus bolsos e respondendo a questões como "o que você faria se perdesse sua carteira?" e "se encontrasse essa carteira no chão, que atitude tomaria?". Essa atividade instigou a curiosidade das meninas que, a partir daí, puderam imaginar qual seria o assunto do texto daquela aula.
Então, fizemos a leitura apenas da primeira parte do conto, interpretando-a. Trabalhar com o conto em duas etapas permitiu ao grupo pensar: Honório [a personagem que encontra uma carteira no chão] abriu a carteira ou não? Se sim, fez uso do conteúdo desse objeto? As garotas levantaram várias hipóteses e, além disso, compartilharam sua opinião a respeito do que fariam se estivessem em situação semelhante.
Em seguida, realizou-se a leitura da segunda parte do conto e, então, surgiram cartas, bilhetinhos de amor e... traição! Como as alunas revelaram, ninguém esperava por um desfecho como aquele, que as deixou admiradas. Para não entregar o final aos que ainda não conhecem o conto, fica a dica de leitura, disponível no site Domínio Público:
Então, tendo em vista o polêmico assunto que tínhamos em mãos e com o intuito de expandir nossa discussão, realizamos um trabalho em grupos, no qual cada um deveria investigar um pouco mais sobre outras histórias que envolviam traição. Assim, falamos de Dom Casmurro, também de Machado de Assis, O primo Basílio, de Eça de Queiroz, e de Ottelo, de Shakespeare. Para pesquisar um pouco de cada história, fizemos uso do laboratório de informática.
Fiquei muito satisfeita com essa atividade, pois as garotas realmente se empenharam em conhecer a história que deveriam apresentar ao grande grupo e as narrações foram incríveis! Como sempre, tenho de dar PARABÉNS A TODAS!
Para finalizar nosso encontro, eis uma atividade que rendeu risadas: cada aluna deveria escrever em um papel duas verdades e uma mentira sobre si próprias, e as demais deveriam adivinhar qual era a sentença falsa. Foi muito divertido, pois era difícil saber qual era a mentira! Tudo isso nos fez pensar justamente em como nos sentimos quando somos enganadas, encerrando nossa reflexão sobre a temática da traição.
E nossa oficina está se encaminhando para o final... mais dois encontros apenas! Já começo a sentir saudades das oficineiras mais queridas do mundo! =)
Não deixem de acompanhar o blog, pois dentro de alguns dias postarei mais produções realizadas pelas alunas (comentários críticos).
Um beijo e até loguinho,
Dani
Queridas alunas e professora,
ResponderExcluiré motivador ler o relato de uma aula pensada com tanto carinho e, agora, colocada em prática! A postagem revela o quanto a Oficina está contribuindo para o crescimento de cada uma de vocês.
Parabéns e sucesso nos dois encontros finais.
Beijos: Maura.
Obrigada, Maurinha! Concordo em gênero, número e grau! =)
ResponderExcluirBeijooos