segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A última aula: saudade!

No último de nossos encontros, a temática não poderia ser outra: saudade. Afinal, era esse o sentimento que estava se formando, junto ao clima de despedida. E para começar nosso trabalho, pensamos muito sobre as coisas que nos deixam saudades - infância, pessoas que se vão, amigos que ficam para trás... tudo isso ao som de Tudo que vai, da banda Capital Inicial.


Essa música é realmente muito sugestiva, pois nos leva a pensar nas "coisas que se vão", naquilo que deixamos para trás, muitas vezes sem querer, e nas mudanças que acontecem em nossas vidas. Depois de compreendê-la e interpretá-la, partimos para a leitura de um poema que viria a complementar toda a nossa reflexão: Carta, de Carlos Drummond de Andrade.


Por se tratar de um texto subjetivo, logo, um tanto mais complexo, fizemos uma interpretação em conjunto, para que todas as alunas pudessem perceber seus sentidos de forma clara. Senti que as alunas gostaram do texto, pois demonstraram compreensão a partir da nossa leitura, participando com suas ideias. Falamos sobre quem seria a pessoa de quem o sujeito sente falta, do seu sofrimento devido à ausência dessa pessoa, de sonhos, pesadelos... uma rica discussão! Além disso, verificamos as rimas presentes no poema - que, como vimos, é um soneto - e como elas contribuem para sua sonoridade, característica comum desse gênero.

Enfim, realizamos um trabalho realmente proveitoso e, pelo que constatei, as meninas compreenderam muito bem o poema. Eu, pelo menos, senti que a aula nos agregou coisas novas!

Depois das nossas atividades, era hora de confraternizar, em homenagem ao nosso último encontro! Cada uma de nós trouxe um pequeno lanche e tivemos um momento muito legal e descontraído! Antes disso, porém, entreguei a cada "oficineira" uma pequena lembrança, que incluía uma cartinha personalizada:

 

Turminha com a profe:
 

Meninas do 1° ano: Júlia, Juli e Fernanda:


Meninas da 8ª série: Paola, Jéssica, Manu e Kimberly:


Meninas felizes =)

Manu e a profe! =D

Fico realizada em ver que fizemos uma caminhada tão produtiva. E isso só aconteceu porque vocês, meninas, são demais! Sem o empenho, a dedicação e o carinho de vocês nossa oficina não seria nada. Por isso, fica aqui meu MUITO OBRIGADA a todas! Esse grupinho maravilhoso tem um futuro esplêndido pela frente e fez do meu estágio uma experiência incrível. Espero, de coração, que a gente se encontre muitas vezes mais pelas andanças dessa vida...

E lembrem: daqui a um tempo, vocês receberão sua carta. Espero que, ao lê-la, vocês percebam que conquistaram muitos dos seus sonhos e objetivos e que o esforço não foi em vão.

"Valeu a pena? Tudo vale a pena, se a alma não é pequena." 
(Fernando Pessoa)

Um grande abraço e até mais!
Dani

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sexta aula: com amor... da idade da razão!

No nosso sexto encontro, começamos a aula assistindo a um filme que caiu como uma luva para a nossa oficina, cujo assunto principal é o gênero epistolar - Com amor, da idade da razão. Trata-se da história de Margaret, uma mulher que, em seu aniversário de 40 anos, recebe cartas que ela mesma havia escrito quando criança, para si mesma. A partir daí, acontece uma reviravolta na sua vida, pois é nessa hora que a personagem se pergunta: o que ela se tornou? Ela havia realizado seus desejos mais verdadeiros ou não? Para quem não conhece o filme, fica a dica:


O filme gerou uma conversa muito legal com o grupo, que se colocou no lugar da personagem, imaginando o que faria se recebesse cartas escritas por si mesma, depois de tanto tempo. É algo instigante, não é? Depois dessa discussão, para complementar os sentidos do filme, fizemos a leitura de uma das cartas da obra Tudo que eu queria te dizer, de Martha Medeiros. Era a carta de Catarina aos seus pais, que nos mostrava o relato de uma jovem que saiu do interior rumo ao Rio de Janeiro, para tentar a carreira de atriz. Muitas ideias foram levantadas a partir disso e conversamos muito sobre nossos medos, sonhos distantes, escolhas... Afinal, encarar mudanças não é algo muito fácil, não é?

E foi nesse clima de reflexão que partimos para uma etapa muito legal da nossa aula - a escrita de uma carta. Mas não era uma carta comum! Vejamos qual era a proposta:

- Vamos refletir um pouco mais: você imagina o que terá feito dentro de um ano? O que deseja ter realizado até lá? Quem você quer ter ao seu lado? Que sonhos espera ter conquistado?
- Com essas ideias, escreva uma carta para si mesma, imaginando que vai lê-la somente daqui a um ano, para verificar se tudo o que estiver escrito ali se tornou realidade ou não.
- Depois de escrevê-la, coloque sua carta dentro de um envelope e feche-o. Não se esqueça de identificá-lo com nome e endereço completo!

Os envelopes foram entregues para mim que, é claro, me comprometi a mantê-los intactos e, também, a enviá-los pelo correio, ao endereço de cada uma, somente no final do ano que vem. Tenho certeza que essa será uma experiência muito legal, não é meninas? Aposto que muitas surpresas vêm por aí!

Espero que vocês tenham gostado do nosso encontro. Estar com vocês novamente, como sempre, foi maravilhoso! =)

Beijos e até logo,
Dani

sábado, 5 de novembro de 2011

Mais comentários críticos

Conforme o prometido, aqui estão mais alguns comentários críticos produzidos pelas alunas. Nem preciso dizer que ESTOU ORGULHOSA desses trabalhos, não é? 

Relacionamentos via internet

Emanuele Marcon

Os relacionamentos por meio da internet vêm se tornando cada vez mais frequentes tanto pela sua praticidade quanto pela necessidade de utilizá-la. As pessoas acabam deixando de se encontrar porque podem se comunicar pelo MSN ou pelo Facebook, e por muitas vezes acabam se expondo para desconhecidos. Confiam de olhos fechados e se entregam ao relacionamento virtual.
Não devemos deixar de nos comunicar e nos encontrar com os amigos pessoalmente, e muito menos trocá-los por pessoas que sequer vimos. Devemos continuar usando esses meios, mas moderadamente, ao ponto de ainda visitar amigos, ansiar por um bom encontro, querer sair para festas com o intuito de conhecer pessoas. Não deixemos nossa vida de lado por uma tela de computador.

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Amor ou cilada?

Kimberly Wronski

            Um dos assuntos mais comentados nos dias de hoje é o relacionamento pela internet. Com todos os recursos que temos hoje em dia, o mais usado está sendo a internet, que traz com ela muitos recursos e complicações para a humanidade, como, por exemplo, namoros virtuais.
            Acredito que a grande maioria da população, quando se expõe na internet, sabe o risco que está correndo. Muitas pessoas conversam com desconhecidos em redes sociais até dizerem que se amam para marcar um encontro, mas será que é amor mesmo? Ou é só uma ilusão virtual? Acredito que não tem como amar uma pessoa que não se conhece, ou que se tenha falado duas ou três vezes pela internet.
            Muitas pessoas são enganadas pela internet, pois tem gente que se passa por uma pessoa que não é; agora me diz: tem como amar uma pessoa que não existe?

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Namorar à distância?
Fernanda Munhoz

            Será que podemos falar que namorar à distância não seja algo muito bom? Devemos confiar na pessoa com quem estamos nos relacionando? Há milhares de respostas para estas perguntas, mas o assunto que vamos nos focar é sobre namoros à distância. Nos dias de hoje, há muitos meios de comunicação, mas nem todos são confiáveis. Relacionarmo-nos pela internet ou à distância não dá certo em momento algum porque não é como você estar ali com a pessoa, pertinho dela.
            As pessoas se apaixonam perdidamente e acham que tudo é um mar de rosas, mas quando caem na realidade enxergam a grande burrada que fizeram. Não devemos confiar nas pessoas que nunca vimos, porque mais cedo ou mais tarde elas farão seu mar de rosas virar um mar de tristezas.

Esta etapa da nossa oficina foi show de bola! Agradeço a todas as meninas, mais uma vez, pela dedicação com que fizeram esse trabalho.

Um beijo!
Dani