segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A última aula: saudade!

No último de nossos encontros, a temática não poderia ser outra: saudade. Afinal, era esse o sentimento que estava se formando, junto ao clima de despedida. E para começar nosso trabalho, pensamos muito sobre as coisas que nos deixam saudades - infância, pessoas que se vão, amigos que ficam para trás... tudo isso ao som de Tudo que vai, da banda Capital Inicial.


Essa música é realmente muito sugestiva, pois nos leva a pensar nas "coisas que se vão", naquilo que deixamos para trás, muitas vezes sem querer, e nas mudanças que acontecem em nossas vidas. Depois de compreendê-la e interpretá-la, partimos para a leitura de um poema que viria a complementar toda a nossa reflexão: Carta, de Carlos Drummond de Andrade.


Por se tratar de um texto subjetivo, logo, um tanto mais complexo, fizemos uma interpretação em conjunto, para que todas as alunas pudessem perceber seus sentidos de forma clara. Senti que as alunas gostaram do texto, pois demonstraram compreensão a partir da nossa leitura, participando com suas ideias. Falamos sobre quem seria a pessoa de quem o sujeito sente falta, do seu sofrimento devido à ausência dessa pessoa, de sonhos, pesadelos... uma rica discussão! Além disso, verificamos as rimas presentes no poema - que, como vimos, é um soneto - e como elas contribuem para sua sonoridade, característica comum desse gênero.

Enfim, realizamos um trabalho realmente proveitoso e, pelo que constatei, as meninas compreenderam muito bem o poema. Eu, pelo menos, senti que a aula nos agregou coisas novas!

Depois das nossas atividades, era hora de confraternizar, em homenagem ao nosso último encontro! Cada uma de nós trouxe um pequeno lanche e tivemos um momento muito legal e descontraído! Antes disso, porém, entreguei a cada "oficineira" uma pequena lembrança, que incluía uma cartinha personalizada:

 

Turminha com a profe:
 

Meninas do 1° ano: Júlia, Juli e Fernanda:


Meninas da 8ª série: Paola, Jéssica, Manu e Kimberly:


Meninas felizes =)

Manu e a profe! =D

Fico realizada em ver que fizemos uma caminhada tão produtiva. E isso só aconteceu porque vocês, meninas, são demais! Sem o empenho, a dedicação e o carinho de vocês nossa oficina não seria nada. Por isso, fica aqui meu MUITO OBRIGADA a todas! Esse grupinho maravilhoso tem um futuro esplêndido pela frente e fez do meu estágio uma experiência incrível. Espero, de coração, que a gente se encontre muitas vezes mais pelas andanças dessa vida...

E lembrem: daqui a um tempo, vocês receberão sua carta. Espero que, ao lê-la, vocês percebam que conquistaram muitos dos seus sonhos e objetivos e que o esforço não foi em vão.

"Valeu a pena? Tudo vale a pena, se a alma não é pequena." 
(Fernando Pessoa)

Um grande abraço e até mais!
Dani

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sexta aula: com amor... da idade da razão!

No nosso sexto encontro, começamos a aula assistindo a um filme que caiu como uma luva para a nossa oficina, cujo assunto principal é o gênero epistolar - Com amor, da idade da razão. Trata-se da história de Margaret, uma mulher que, em seu aniversário de 40 anos, recebe cartas que ela mesma havia escrito quando criança, para si mesma. A partir daí, acontece uma reviravolta na sua vida, pois é nessa hora que a personagem se pergunta: o que ela se tornou? Ela havia realizado seus desejos mais verdadeiros ou não? Para quem não conhece o filme, fica a dica:


O filme gerou uma conversa muito legal com o grupo, que se colocou no lugar da personagem, imaginando o que faria se recebesse cartas escritas por si mesma, depois de tanto tempo. É algo instigante, não é? Depois dessa discussão, para complementar os sentidos do filme, fizemos a leitura de uma das cartas da obra Tudo que eu queria te dizer, de Martha Medeiros. Era a carta de Catarina aos seus pais, que nos mostrava o relato de uma jovem que saiu do interior rumo ao Rio de Janeiro, para tentar a carreira de atriz. Muitas ideias foram levantadas a partir disso e conversamos muito sobre nossos medos, sonhos distantes, escolhas... Afinal, encarar mudanças não é algo muito fácil, não é?

E foi nesse clima de reflexão que partimos para uma etapa muito legal da nossa aula - a escrita de uma carta. Mas não era uma carta comum! Vejamos qual era a proposta:

- Vamos refletir um pouco mais: você imagina o que terá feito dentro de um ano? O que deseja ter realizado até lá? Quem você quer ter ao seu lado? Que sonhos espera ter conquistado?
- Com essas ideias, escreva uma carta para si mesma, imaginando que vai lê-la somente daqui a um ano, para verificar se tudo o que estiver escrito ali se tornou realidade ou não.
- Depois de escrevê-la, coloque sua carta dentro de um envelope e feche-o. Não se esqueça de identificá-lo com nome e endereço completo!

Os envelopes foram entregues para mim que, é claro, me comprometi a mantê-los intactos e, também, a enviá-los pelo correio, ao endereço de cada uma, somente no final do ano que vem. Tenho certeza que essa será uma experiência muito legal, não é meninas? Aposto que muitas surpresas vêm por aí!

Espero que vocês tenham gostado do nosso encontro. Estar com vocês novamente, como sempre, foi maravilhoso! =)

Beijos e até logo,
Dani

sábado, 5 de novembro de 2011

Mais comentários críticos

Conforme o prometido, aqui estão mais alguns comentários críticos produzidos pelas alunas. Nem preciso dizer que ESTOU ORGULHOSA desses trabalhos, não é? 

Relacionamentos via internet

Emanuele Marcon

Os relacionamentos por meio da internet vêm se tornando cada vez mais frequentes tanto pela sua praticidade quanto pela necessidade de utilizá-la. As pessoas acabam deixando de se encontrar porque podem se comunicar pelo MSN ou pelo Facebook, e por muitas vezes acabam se expondo para desconhecidos. Confiam de olhos fechados e se entregam ao relacionamento virtual.
Não devemos deixar de nos comunicar e nos encontrar com os amigos pessoalmente, e muito menos trocá-los por pessoas que sequer vimos. Devemos continuar usando esses meios, mas moderadamente, ao ponto de ainda visitar amigos, ansiar por um bom encontro, querer sair para festas com o intuito de conhecer pessoas. Não deixemos nossa vida de lado por uma tela de computador.

~/~ 

Amor ou cilada?

Kimberly Wronski

            Um dos assuntos mais comentados nos dias de hoje é o relacionamento pela internet. Com todos os recursos que temos hoje em dia, o mais usado está sendo a internet, que traz com ela muitos recursos e complicações para a humanidade, como, por exemplo, namoros virtuais.
            Acredito que a grande maioria da população, quando se expõe na internet, sabe o risco que está correndo. Muitas pessoas conversam com desconhecidos em redes sociais até dizerem que se amam para marcar um encontro, mas será que é amor mesmo? Ou é só uma ilusão virtual? Acredito que não tem como amar uma pessoa que não se conhece, ou que se tenha falado duas ou três vezes pela internet.
            Muitas pessoas são enganadas pela internet, pois tem gente que se passa por uma pessoa que não é; agora me diz: tem como amar uma pessoa que não existe?

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Namorar à distância?
Fernanda Munhoz

            Será que podemos falar que namorar à distância não seja algo muito bom? Devemos confiar na pessoa com quem estamos nos relacionando? Há milhares de respostas para estas perguntas, mas o assunto que vamos nos focar é sobre namoros à distância. Nos dias de hoje, há muitos meios de comunicação, mas nem todos são confiáveis. Relacionarmo-nos pela internet ou à distância não dá certo em momento algum porque não é como você estar ali com a pessoa, pertinho dela.
            As pessoas se apaixonam perdidamente e acham que tudo é um mar de rosas, mas quando caem na realidade enxergam a grande burrada que fizeram. Não devemos confiar nas pessoas que nunca vimos, porque mais cedo ou mais tarde elas farão seu mar de rosas virar um mar de tristezas.

Esta etapa da nossa oficina foi show de bola! Agradeço a todas as meninas, mais uma vez, pela dedicação com que fizeram esse trabalho.

Um beijo!
Dani

sábado, 29 de outubro de 2011

Quinta aula: Machado de Assis se faz presente

É isso mesmo: o maior escritor brasileiro também apareceu na nossa oficina! Apesar de se tratar de um texto um pouco mais complexo, o grupo atendeu a proposta dessa aula e soube interpretar muito bem o conto em questão: A carteira.

Para motivar um conto com esse título, nada melhor do que ter em mãos uma carteira de verdade, não é? Foi pensando nisso que cada dupla de alunas pode manusear uma carteira diferente, esquadrinhando seus bolsos e respondendo a questões como "o que você faria se perdesse sua carteira?" e "se encontrasse essa carteira no chão, que atitude tomaria?". Essa atividade instigou a curiosidade das meninas que, a partir daí, puderam imaginar qual seria o assunto do texto daquela aula.

Então, fizemos a leitura apenas da primeira parte do conto, interpretando-a. Trabalhar com o conto em duas etapas permitiu ao grupo pensar: Honório [a personagem que encontra uma carteira no chão] abriu a carteira ou não? Se sim, fez uso do conteúdo desse objeto? As garotas levantaram várias hipóteses e, além disso, compartilharam sua opinião a respeito do que fariam se estivessem em situação semelhante.

Em seguida, realizou-se a leitura da segunda parte do conto e, então, surgiram cartas, bilhetinhos de amor e... traição! Como as alunas revelaram, ninguém esperava por um desfecho como aquele, que as deixou admiradas. Para não entregar o final aos que ainda não conhecem o conto, fica a dica de leitura, disponível no site Domínio Público:

Então, tendo em vista o polêmico assunto que tínhamos em mãos e com o intuito de expandir nossa discussão, realizamos um trabalho em grupos, no qual cada um deveria investigar um pouco mais sobre outras histórias que envolviam traição. Assim, falamos de Dom Casmurro, também de Machado de Assis, O primo Basílio, de Eça de Queiroz, e de Ottelo, de Shakespeare. Para pesquisar um pouco de cada história, fizemos uso do laboratório de informática.

Fiquei muito satisfeita com essa atividade, pois as garotas realmente se empenharam em conhecer a história que deveriam apresentar ao grande grupo e as narrações foram incríveis! Como sempre, tenho de dar PARABÉNS A TODAS!

Para finalizar nosso encontro, eis uma atividade que rendeu risadas: cada aluna deveria escrever em um papel duas verdades e uma mentira sobre si próprias, e as demais deveriam adivinhar qual era a sentença falsa. Foi muito divertido, pois era difícil saber qual era a mentira! Tudo isso nos fez pensar justamente em como nos sentimos quando somos enganadas, encerrando nossa reflexão sobre a temática da traição.

E nossa oficina está se encaminhando para o final... mais dois encontros apenas! Já começo a sentir saudades das oficineiras mais queridas do mundo! =)

Não deixem de acompanhar o blog, pois dentro de alguns dias postarei mais produções realizadas pelas alunas (comentários críticos).

Um beijo e até loguinho,
Dani

Quarta aula: a violência tem limite?

O tema do nosso quarto encontro fugiu totalmente das cartas de amor: era a violência nosso foco principal. Para tanto, trabalhamos com duas cartas inusitadas, sendo a primeira delas a Carta a um assaltante, de Moacyr Scliar.

Para motivar a leitura dessa crônica não-literária, fizemos um pequeno trabalho com provérbios, pois o texto de Scliar nos apresentava um: quem rouba um pão é ladrão, quem rouba um milhão é ladrão. Desde já, dá pra ver que a aula daria muito pano para manga, não é? Sendo assim, a motivação consistia no seguinte:

1) Através de sorteio, cada aluna recebeu uma "metade de provérbio".
2) Depois, cada uma deveria achar a outra metade do provérbio, que estava escondida em algum lugar da sala.
3) Tendo completado seu dito, era necessário que cada uma o interpretasse e criasse uma situação de uso para seu provérbio, para, em seguida, apresentar ao grande grupo.

Todas as alunas se mostraram envolvidas com a atividade e, pelo que pude perceber, aprenderam ditos novos! O grupo demonstrou compreensão e empenho, como sempre.

Seguimos, então, com as atividades, partindo para a leitura efetiva do texto de Scliar. Gostei muito desta etapa, pois foi a que mais suscitou as ideias das garotas: a participação na discussão oral teve a adesão do grupo todo, que mostrou ter muitas experiências para compartilhar e uma opinião própria formada a respeito da questão da violência, abordada na crônica em questão. O processo se tornou ainda mais rico com o texto final, que complementou muito bem nosso debate - Carta para o motorista de trás, de Silmara Franco.

Fiquei muito entusiasmada com a participação efetiva do grupo do início ao fim da aula, e creio que chegamos a uma conclusão a respeito da questão do título deste post: a violência, infelizmente, não tem limites. Pelo contrário, a cada dia parece aumentar. Mesmo que essa seja uma constatação entristecedora, tenho certeza de que ainda havemos de ter esperança em um mundo melhor. É isso que vale a pena, não é, meninas?

Para encerrar nosso encontro com chave de ouro, fizemos uma visita à biblioteca! Saí de lá premiada com muitas dicas de leitura, pois esse grupinho tem leitoras assíduas! É por tudo isso e muito mais que nossa oficina está sendo tudo de bom. =)

Um beijo e até logo!
Dani

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Comentários críticos: os relacionamentos à distância

Como comentei há alguns dias aqui no blog, na nossa terceira aula, o grupo realizou a produção de um comentário crítico, com direito à reescrita. O assunto do comentário deveria abranger a questão dos relacionamentos à distância, algo muito comum atualmente, devido à existência da internet. As meninas me surpreenderam com suas ideias concisas e seu empenho em dar o melhor de si!

Então, dedico este post à publicação das produções de algumas das alunas (as demais também aparecerão por aqui em breve, não deixem de acompanhar o blog). Elas realmente merecem PARABÉNS! =)

Vejam que legal:


Um novo mundo

Bianca Tessis

Amizades e relacionamentos à distância constituem algo que vem se tornando comum hoje em dia.
Cada dia mais pessoas estão se conectando nas redes sociais disponíveis. Isso é devido à internet, que “abre os campos” e faz com que se entre em contato com pessoas de diversos lugares. São por essas redes sociais que a maioria dos jovens e também uma boa parte de pessoas mais velhas criam laços afetivos de várias formas possíveis. Muitos, através dessas redes, acabam se encontrando e confiando nas pessoas que conhecem por esses meios. Às vezes, isso passa de simples conversas e se torna algo mais sério, como um namoro à distância.
As pessoas passam muitas horas em frente a uma tela, pois a internet apresenta-se como um mundo em que você faz o que quiser. Apesar de ser algo virtual, as chances de relacionamentos sérios e amizades são muito grandes, pois você conhece pessoas com quem tem coisas em comum. Assim, existem os perigos, mas cabe a cada um de nós tomar os cuidados necessários para de proteger.

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Os relacionamentos e a internet

Jéssica Maria Rigo

            Qualquer relacionamento à distância, seja ele namoro ou amizade, que pode ser feito por mensagens, cartas e internet, assim como traz benefícios, também traz riscos.
            Hoje em dia, o relacionamento à distância está inserido em nosso cotidiano. Muitas pessoas deixam de manter contato pessoal com os outros para manter contato virtual com pessoas que não conhecem tão bem como imaginam.
            Muita gente usa a internet. Crianças e jovens podem acabar se envolvendo com pedófilos, informações pessoais podem ser compartilhadas, pessoas podem comprar algo e não receber o produto.
            Se você tem um amigo muito próximo e começa a vê-lo cada vez menos pessoalmente, por ter a opção de manter contato virtualmente, corre o risco de se afastar dele e acabar perdendo uma amizade. Já se você conhece uma pessoa que mora longe, e gosta dela, mas não tem como manter contato pessoalmente, poderá conversar com ela virtualmente, e fazer uma grande amizade.
            Algumas pessoas não têm noção do alcance da internet, e acabam postando informações ou imagens que podem ser copiadas, modificadas e compartilhadas com o mundo inteiro, acabando com sua privacidade.
            Namoro pela internet é algo muito difícil, pois você tem que confiar na pessoa de olhos fechados, esperando que ela seja mesmo tudo o que diz ser.
            A internet pode ser uma grande aliada, ou uma perigosa inimiga: basta saber o modo de usá-la.

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Faça uma escolha

Júlia Piloneto

            Hoje, está cada vez mais comum as pessoas se relacionarem sem realmente se conhecerem; relacionamentos à distância e namoros virtuais já fazem parte do dia a dia. Tudo começa quando começamos a gostar de alguém que ao certo é um estranho em nossa vida: nesta parte, entra a internet. Está cada vez mais fácil nos comunicarmos com as pessoas; existem infinitas redes sociais em que podemos encontrar pessoas que moram até em outros países, assim facilitando o contato com completos estranhos.
            Como isso já está sendo considerado normal pela sociedade, todos sabemos dos riscos, mas existem pessoas que esquecem. Este tipo de relacionamento não é confiável, mas pode se tornar algo bom se as pessoas que se envolvem nisso souberem com o que estão se envolvendo, e até que ponto podem chegar. Mas isso chega a ser algo bom e até mesmo ruim, e então, o que nos resta é pensar mais a respeito e não nos deixar influenciar por qualquer estranho que apareça esbanjando simpatia.

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Amor moderno



Juliana Gazola

Relacionamentos por si só já são bastante complexos e agora, com o avanço inevitável da tecnologia, estão eles também modernizando-se. São os chamados relacionamentos à distância, na maior parte das vezes, descritos como virtuais, devido ao meio de comunicação mais atual usado pelos corações que possuem a distância como barreira.
Distância esta que nada impede pessoas de se comunicarem e, a cada mensagem, carta, e-mail, recado, SMS, ou qualquer coisa do gênero, se apaixonarem ainda mais.
Mas afinal, em um mundo onde poucas pessoas acreditam no amor, seja ele qual for, como é possível manter um relacionamento à distância?
Acredito que são exatamente essas pessoas que ainda acreditam no amor como fonte de qualquer outra virtude que tornam isso possível. E não há pessoa que mantenha um relacionamento à distância que não afirme com toda certeza: não existe distância quando o assunto é amor. Se isso, na prática, realmente existe, depende de cada um.

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Possibilidades

Paola Rigo

            Relacionamentos pela internet, seja amizade, namoro, casamento ou qualquer coisa, é algo que está na moda hoje em dia. Jovens de qualquer idade, muitas vezes crianças, encontram pessoas na internet que julgam confiáveis e se relacionam com elas, muitas vezes não sabendo nada sobre a pessoa do outro lado da tela do computador, correndo riscos.
            Essas pessoas se conhecem por bate-papos e chats da internet, não sabem de quem se trata, se o que fala é verdade nem nada do tipo. Acabam confiando, se apaixonando e criando expectativas. Mas quem está do outro lado pode muito bem ser um psicopata louco fingindo que ama alguém.
            Na minha opinião, talvez seja melhor não arriscar e confiar em alguém que não se conhece, mas isso também pode ser algo verdadeiro, que aproxime pessoas que foram feitas umas para as outras. Mas essa possibilidade é mínima, infelizmente.
            Acredito que seja mais seguro falar-se pela internet com quem se conhece; claro que é interessante conhecer gente nova, mas não confie. Pode ser um psicopata louco.




Essas produções riquíssimas (assim como as outras que logo aparecerão por aqui) deram ainda mais brilho para o trabalho da nossa oficina. Adorei ver esse trabalho, meninas!

Em breve, mais novidades!

Um beijo,
Dani

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Terceira aula: o amor supera a distância?

O terceiro encontro da nossa oficina deu continuidade à reflexão que iniciamos na segunda aula, sobre relacionamentos à distância e, também, pela internet. Para iniciar nossa aula, retomamos a leitura da reportagem Internet e amor: prós e contras, do site Jovem IG, e também assistimos ao vídeo Os perigos na net:


Tais atividades serviram como motivação para a produção textual que as meninas realizariam em seguida: um comentário crítico. Para tanto, fizemos o estudo do gênero por meio do comentário O Segredo, produzido pela minha querida colega e amiga Maura Coradin Pandolfo. Vale lembrar que essa foi a primeira escrita do grupo: no próximo encontro, haverá um momento dedicado à reescrita das produções, já avaliadas uma vez por mim. Desde já, adianto a todos: as produções estão caprichadíssimas! Em breve estarei postando os trabalhos aqui.

No momento seguinte da aula, partimos para a continuação da história de Ana e Pedro, a partir da leitura e discussão de mais três cartas da obra. Novamente, as alunas foram desafiadas a encontrar envelopes escondidos, desta vez, nos corredores próximos de nossa sala. Foi um momento divertido e, pelo que vi, as meninas também gostaram! As discussões que realizamos a partir do que tais cartas nos traziam também foram muito proveitosas e ainda mais ricas são as respostas do grupo para as questões escritas propostas, que envolviam o assunto de namoro à distância, por meio de cartas, de duas pessoas que nunca se viram. Vamos ver um pouco do que as meninas revelaram:

-> Um amigo de Pedro afirma que "a gente, quando ama, fica idiota". Você concorda com essa afirmação?

"Sim, concordo, e já passei por essa situação; nós começamos a rir de tudo, tornando-nos idiotas." (Kimberly, 8ª série)

"Concordo, pois a pessoa quando ama perdoa tudo e qualquer coisa." (Paola, 8ª série)

"Concordo, porque muitas vezes quando gostamos de alguém passamos a mudar nosso modo de agir, começamos a gostar de coisas que antes odiávamos ou até mesmo a fazer coisas loucas e sem sentido." (Júlia, 1º ano)

"Concordo, porque muitas pessoas perdem ou algumas vezes 'mudam' sua personalidade por causa do amor, começam até mesmo a agir e pensar diferente, e nem sempre isso é algo positivo." (Juliana, 1º ano)

-> Ana diz a Pedro que foi “crescendo” conforme as correspondências de ambos, que se tornavam mais maduras a cada vez. O que você compreende com esse trecho?

"Que ela pode crescer, ou seja, amadurecer enquanto se correspondia com ele." (Emanuele, 8ª série)

"Que a cada carta, ela ficava mais certa de seus sentimentos e compreendia melhor as coisas que acontecem, e compreendia até mesmo as pessoas, e é isso que acontece com todos nós com o passar do tempo e com as experiências." (Juliana, 1º ano)

-> O que mais lhe chamou a atenção em toda a história de Ana e Pedro? Comente sobre isso.

"O que mais me chamou a atenção foi quando Ana dá ideias para Pedro de como ele pode se vestir para o encontro deles, pois podemos sim, de qualquer forma, agradar a quem vamos conhecer." (Fernanda, 1º ano)

"O fato de eles conseguirem se apaixonar através de cartas e serem tão carinhosos e demonstrarem tanto sentimento através delas." (Paola, 8ª série)

"Tudo, pois só nos mostra mais o que já era confirmado: o amor move montanhas."  (Kimberly, 8ª série)

"Ana e Pedro começam a se enviar cartas e começam a se gostar de um modo diferente, e foram  amadurecendo juntos até chegar o dia em que estavam prontos para se conhecerem." (Júlia, 1º ano)

"Foi o fato de eles terem se conhecido e mantido uma relação somente por meio de cartas." (Emanuele, 8ª série)

Não posso deixar de dizer que simplesmente adorei as respostas desse grupinho, que se mostra cada vez mais envolvido, participativo e inteligente!

Para encerrar nossa reflexão, falamos da história de Querido John, de Nicholas Sparks, vendo um trecho do filme e, também, do livro. A maioria das meninas já conhecia a trama, tendo compartilhado seus conhecimentos e opinião com o grande grupo. Para quem não conhece, aí vai o trailer do filme, que é baseado no livro homônimo:


O objetivo desta etapa foi o de comparar as duas histórias - a de Ana e Pedro e a de John e Savannah -, pois ambas envolviam cartas, mas tinham um desfecho diferente. Enfim, como vocês veem, essa foi mais uma aula muito produtiva!

Meninas oficineiras, espero que vocês estejam gostando da nossa experiência tanto quanto eu. Deixem um comentário, contem o que vocês estão achando! Vou adorar ver =)

Um beijo e até amanhã!
Daniele

sábado, 8 de outubro de 2011

Segunda aula: a história de Ana e Pedro

No nosso segundo encontro, trabalhamos com algumas cartas da obra Ana e Pedro: cartas, de Vivina de Assis Viana e Ronald Claver. O livro é constituído unicamente por cartas trocadas entre esses dois personagens, que nunca se viram pessoalmente - só conversam através dessas missivas.

Antes de trabalharmos com essas cartas, porém, realizamos uma atividade motivacional, com o intuito de despertar a criatividade das meninas sobre o assunto. Para isso, todas foram convidadas a escrever no quadro uma palavra que descrevesse o que "carta" lhe lembrava, e a colega seguinte deveria partir dessa palavra e escrever outra. Assim:



Depois dessa atividade, as alunas foram convidadas a encontrar na sala envelopes escondidos! Cada envelope continha cinco cartas da obra de Ana e Pedro, e eu os ocultei antes de começarmos a aula. Dessa forma, a curiosidade foi despertada e pude perceber que as meninas gostaram da "busca às cartas".


Também trabalhamos com a música e o clipe de Eduardo e Mônica, da banda Legião Urbana, comparando a história desse casal com a de Ana e Pedro. Além disso, apresentei ao grupo um pequeno panorama das cartas ao longo dos tempos, por meio dos pontos principais da reportagem Um amor por escrito, de Fabrício Carpinejar. E, para finalizar, lemos e discutimos a reportagem Internet e amor: prós e contras, do site Jovem IG.

Através do tema da aula, que envolvia questões como namoro e relacionamentos à distância, as meninas puderam demonstrar o que pensavam a respeito, e isso foi maravilhoso. Vejam o que a Paola escreveu sobre namoro (está de parabéns!):

"Para namorar, tem que conhecer a pessoa, saber os defeitos dela e aceitar para não se arrepender depois [...]. Acho ridículo essas pessoas que se conhecem há dois dias dizendo que se amam, aí o namoro termina em uma semana e um sai falando mal do outro."

Paola, aluna da 8ª série.

A Kimberly também deu sua opinião, quando as perguntas eram: "(1) você escreveria uma carta para uma pessoa que não conhecesse?" e "(2) você responderia uma carta recebida de um estranho?". Ambas as situações ocorreram na obra de Ana e Pedro:

(1) "Eu não escreveria para estranhos, ou melhor, dependendo do momento; se estivesse triste, com vontade de fazer amigos, eu apoiaria."

(2) "Sim, responderia, acharia um pouco maluco, mas seria legal escrever para um amigo que não conhecia."

Kimberly, aluna da 8ª série.

Também temos a contribuição da Emanuele, que pensa o seguinte sobre escrever e receber cartas de pessoas estranhas:

"É uma atitude estranha para desconhecidos, e acredito que eu não teria coragem para tanto, porque não teria como saber como é a pessoa. Eu responderia dependendo do jeito que a pessoa tivesse escrito, se tivesse sido educada... ficaria desconfiada com a atitude, pois não é uma coisa muito normal."

Emanuele, aluna da 8ª série.

Essa aula rendeu muito e a participação das meninas foi nota dez! Todas merecem parabéns! Adorei estar com este grupinho tão querido. Em breve, voltarei aqui para falar da nossa próxima aula, que envolverá mais cartas e produções. Já estou ansiosa!

Um beijo,
Daniele

Primeira aula: o distanciamento entre as pessoas

A primeira aula da nossa oficina ocorreu no dia 30 de setembro. Eu estava ansiosa para estar com o grupo e tinha muitas expectativas. Todas elas, é claro, foram alcançadas!

Inicialmente, para introduzir a nossa temática (as cartas), trabalhamos com uma crônica do Luis Fernando Veríssimo: Grande Edgar. Através dela, foi possível discutirmos a questão do afastamento e da perda de contato entre as pessoas, algo que, infelizmente, é muito comum nos tempos atuais.

Muitas questões de desencadearam a partir dali, e senti que o grupo gostou de falar sobre o tema. Também visualizamos algumas tirinhas de humor relacionadas ao texto e assistimos a dois vídeos. Um deles é uma adaptação da crônica do Veríssimo, que considerei muito bem produzida.

Enfim, o grupo foi questionado: em meio a tanto distanciamento e problemas de comunicação... seria possível que as pessoas mantivessem relações somente por meio da escrita? Quais seriam os melhores meios para isso? Cartas? E-mails?

A partir disso, eis que surge nossa temática, com a qual trabalhamos efetivamente na segunda aula. Logo estarei compartilhando mais detalhes sobre esse encontro!

E vocês, meninas, o que acharam da nossa primeira aula? Deixem seu comentário! =)

Um grande abraço,
Daniele

A OFICINA

A oficina literária A Literatura através das Cartas, que apresentarei neste blog, faz parte do meu quarto estágio em Letras, curso que, por sinal, já estou finalizando. Essa oficina tem por alunas um grupo de adolescentes de 14 e 15 anos, as quais, como já notei, são muito inteligentes, criativas e dedicadas!

A decisão de criar este espaço se deu através do intuito de valorizar o trabalho que vem sendo realizado com essas meninas e, ainda, de mostrar um pouco do mundo fascinante do qual faz parte a literatura. Tudo isso, como o título da oficina já revela, através de cartas.

Não deixe de acompanhar o blog e conferir de perto esta experiência que, para mim, está sendo maravilhosa!

Um grande abraço,
Daniele