sábado, 29 de outubro de 2011

Quarta aula: a violência tem limite?

O tema do nosso quarto encontro fugiu totalmente das cartas de amor: era a violência nosso foco principal. Para tanto, trabalhamos com duas cartas inusitadas, sendo a primeira delas a Carta a um assaltante, de Moacyr Scliar.

Para motivar a leitura dessa crônica não-literária, fizemos um pequeno trabalho com provérbios, pois o texto de Scliar nos apresentava um: quem rouba um pão é ladrão, quem rouba um milhão é ladrão. Desde já, dá pra ver que a aula daria muito pano para manga, não é? Sendo assim, a motivação consistia no seguinte:

1) Através de sorteio, cada aluna recebeu uma "metade de provérbio".
2) Depois, cada uma deveria achar a outra metade do provérbio, que estava escondida em algum lugar da sala.
3) Tendo completado seu dito, era necessário que cada uma o interpretasse e criasse uma situação de uso para seu provérbio, para, em seguida, apresentar ao grande grupo.

Todas as alunas se mostraram envolvidas com a atividade e, pelo que pude perceber, aprenderam ditos novos! O grupo demonstrou compreensão e empenho, como sempre.

Seguimos, então, com as atividades, partindo para a leitura efetiva do texto de Scliar. Gostei muito desta etapa, pois foi a que mais suscitou as ideias das garotas: a participação na discussão oral teve a adesão do grupo todo, que mostrou ter muitas experiências para compartilhar e uma opinião própria formada a respeito da questão da violência, abordada na crônica em questão. O processo se tornou ainda mais rico com o texto final, que complementou muito bem nosso debate - Carta para o motorista de trás, de Silmara Franco.

Fiquei muito entusiasmada com a participação efetiva do grupo do início ao fim da aula, e creio que chegamos a uma conclusão a respeito da questão do título deste post: a violência, infelizmente, não tem limites. Pelo contrário, a cada dia parece aumentar. Mesmo que essa seja uma constatação entristecedora, tenho certeza de que ainda havemos de ter esperança em um mundo melhor. É isso que vale a pena, não é, meninas?

Para encerrar nosso encontro com chave de ouro, fizemos uma visita à biblioteca! Saí de lá premiada com muitas dicas de leitura, pois esse grupinho tem leitoras assíduas! É por tudo isso e muito mais que nossa oficina está sendo tudo de bom. =)

Um beijo e até logo!
Dani

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